quarta-feira, 22 de abril de 2015

Meu pretérito Simões...


E mesmo que não te conheça tão bem,
Sei que contigo partilhei,
O pouco e o tanto,
Que o teu encontro seja fácil,
Que a tua dificuldade não seja problema,
Que tudo aquilo que te liberta,
Seja maior que as ruas de Coimbra.
A felicidade não tem dia,
Tem momentos…
Desfruta do teu objetivo,
Que te preencha e te inicie,
E que tudo seja tão afirmativo.

Mesmo que não estejas aqui...


Sentir-te por perto,
Fingir sentir o teu calor em mim,
Mesmo quando tudo é tão incerto...
Vem até mim!
Diz-me que não haverá possibilidades de haver um fim...
Mesmo que não te sinta,
Mesmo que não te beije,
Mesmo que não me queiras.
Procurarei um lugar que me encanta,
E que me faça lembrar a ti.
E a dimensão da cidade...
Que às vezes parece pequena...
Lisboa com as suas casas,
São Miguel com as suas paisagens,
De vários padrões,
De várias cores,
Tudo me lembra a ti, mesmo que não estejas aqui...

segunda-feira, 20 de abril de 2015

E eu não te toquei...


Nunca me despedi de ti,
Encontravas-te num lugar desconhecido,
Agarrei em tudo que me lembrava a ti,
Sem nunca teres chegado…
Estavas tu meio embriagado,
Os teus olhos redondos brilhavam,
Sorri para ti, mesmo não teres notado…
Então afastei-me, enrosquei-me no meu próprio abraço,
Rasguei-me em fragmentos do meu corpo,
Perdi-me! Perdi-me pelo meu próprio cansaço…
E agora? É querer-te em vão…
Todos os sonhos têm um fim,
E este não deixou de ser mais um, enfim…