Em volta do teu carrossel alguém mo disse,
Para se saber segurar com as mãos e não fechar os olhos,
Apertar a quem está em nossa volta,
A sorrir de adrenalina, ao som da música que gira.
Foi então que as vozes deixaram de se ouvir,
O Carrossel girou, girava em roda do mesmo eixo,
Não havia parado, girava em plena noite,
Os dias eram sempre iguais...
Abraçou-se a mim alguém doce e amargo,
Doces olhos e amargo hálito a cigarro,
Os olhos são os mesmos, os mesmos de Abril,
Os mesmos que eu tinha conhecido.
O Carrossel travava-se, quase a parar...
Segurei nas tuas mãos, abracei-te e disse,
Num tom leve e baixo para que ninguém nos ouvisse,
"O meu amor por ti é exatamente igual ao do nosso Carrossel".